quarta-feira, 1 de julho de 2020

TAUROMAQUIA PRESENTE NA CERIMÓNIA OFICIAL DE REABERTURA DAS FRONTEIRAS NA PENÍNSULA IBÉRICA.

Tal como as imagens documentam, os nossos toureiros, forcados e aficionados fizeram questão de marcar presença na cerimónia oficial de reabertura das fronteiras na península ibérica. 
Estiveram perto de onde as maiores figuras de estado de ambos os países comemoraram a reabertura das fronteiras, que encerraram após a pandemia Covid-19.
Após a cerimónia, foram ainda manifestar-se para perto do hotel onde foi servido um beberete aos chefes de estado. 
"A cultura não se censura" e "Exigimos igualdade", foram os protestos silenciosos mas sentidos que mostraram muitas das nossas maiores figuras do toureio. 
António Ribeiro Telles, João Moura jr. João Telles Jr., António Prates, Hugo Ferro, João Caldeira, Marcos Bastinhas, Nuno Pardal, Francisco Palha, Luis Miguel Pombeiro, Diogo Durão e outros tantos forcados e aficionados, juntaram-se ao protesto.
Tendo em conta que estávamos em Elvas, pedia-se a presença de mais gente aficionada desta zona, mas ainda assim, marcámos presença e fomos vistos! 

Maria João Mil-Homens
























Protesto do Sector Tauromáquico em Elvas

"Vários representantes do sector da Tauromaquia, como profissionais e aficionados, estiveram hoje de manhã em Elvas, num protesto junto do Castelo, onde esteve a comitiva Espanhola e Portuguesa, marcando a reabertura da fronteira com Espanha."

Neste protesto estiveram presentes, Nuno Pardal, Marcos Bastinhas, António Telles, João Moura Jr. Francisco Palha, António Prates, João Telles Jr. ,Filipe Gonçalves, João Ganhão, Josué Salvado e alguns grupos de forcados encabeçados pela ANGF.






Fotos D.R.: Maria Mil-Homens

quinta-feira, 25 de junho de 2020

ADIADA A MARCHA DE PROTESTO PARA DATA A DEFENIR - COMUNICADO ANGF


A realidade e os números provocados pela pandemia COVID-19 têm piorado nos últimos dias. 

Poderão existir várias razões para estes números: o desconfinamento completamente hipócrita, a permissividade benovolente e promiscua em relação às manifestações públicas que têm acontecido recentemente, a falta de estratégia por parte das entidades responsáveis, entre outras. 



Há no entanto uma certeza para os aficionados da Tauromaquia: o aumento de casos e o piorar da situação, garantidamente, NÃO SE DEVE À TAUROMAQUIA nem AOS AFICIONADOS!

Somos TODOS pessoas responsáveis, sérias e conscienciosas em relação à importância que têm os nossos idosos, as nossas crianças, as nossas famílias e a nossa sociedade. Mesmo em relação aos que não gostam da Tauromaquia.

Apesar de estamos a ser injustiçados e discriminados, queremos em primeiro lugar proteger os nossos concidadãos. Não queremos pôr em risco ninguém.

Mas, também não vamos ficar parados à espera que esta ditadura do “GOSTO” nos seja ilegalmente imposta.

Assim e, não restando outra alternativa, reagiremos pelos meios judiciais tidos por adequados à protecção intransigente da nossa causa – Cultura – pelo modo mais eficaz e célere, no cumprimento escrupuloso da lei, bem como na defesa da sua justa aplicação.
E não vamos ficar por aqui!

Face aos números preocupante da região de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, quanto à situação do COVID-19, decidimos alterar a data das nossas marchas para um dia o mais próximo possível, esperando nós que, nessa data, a situação possa estar mais controlada.

Temos a certeza que os milhares de pessoas que estavam já a programar o seu Sábado, para marcar presença na marcha mais próxima, estão de acordo com esta tomada de posição: responsável e séria.

Os Portugueses contam connosco para lutar por esta expressão cultural tão nossa, tão Portuguesa. Mas, também  contam connosco no combate à Pandemia. Desde o início e até ao fim. 

E o Governo, para além da nossa solidariedade no combate à Pandemia, conta com a nossa luta pela forma discriminatória como a Tauromaquia tem sido tratada.

Sempre por Portugal e pelos Portugueses!

Saudações Taurinas a todos. Até breve.

LIGA DOS TOUREIROS E FORCADOS - ADIADO

ADIADO - Liga de Toureiros e Forcados

Devido aos focos de Covid-19 que se fazem sentir nos últimos dias, no país todo e aqui bem perto no Alentejo, decidi assim adiar a liga para data posterior.

Não queria a organização de modo algum colocar em risco os convidados e artistas presentes nos eventos, apesar de termos todas as autorizações das instituições competentes a legalizar a iniciativa. 
Aguardemos assim por melhores dias para que possamos anunciar nova data e provavelmente novos moldes, tentar fazer o evento em 3 dias apenas.


FALECEU UM BOM AMIGO E UM GRANDE AFICIONADO - ATÉ SEMPRE MEU AMIGO PAULO BRÁS

ATÉ SEMPRE PAULO BRÁZ



Vitima de doença prolongada, o meu bom amigo, Paulo Brás, faleceu hoje no Instituto Português de Oncologia em Lisboa.

Informaremos sobre as cerimónias fúnebres assim que tivermos novidades.

Á família enlutada, a equipa do Porta Dos Sustos endereça as mais sentidas condolências.



ESTREMOZ - DIA 11 DE JULHO - A 1º GRANDIOSA CORRIDA DE TOIROS DA TEMPORADA 2020


FRANCISCO PALHA, TEMPORADA 2020 - COMUNICADO

Os tempos estão diferentes...


Muita coisa mudou nestes últimos tempos, mas é a cada um de nós que compete fazer mais e melhor.




Neste vídeo ouve se tudo o que me vai na alma, e e desta forma que acredito, e com a minha equipa, vamos todos proporcionar aos aficionados e a nós próprios do mundo da tauromaquia momentos inesquecíveis.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

DIA 27 DE JUNHO É DIA DE DEFENDERMOS A TAUROMAQUIA

A Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF), vem por intermédio deste comunicado informar, que no dia 27 de Junho a maioria dos Grupos de Forcados associados irão fazer várias intervenções nas suas localidades.

O sector Tauromáquico tem vindo, nos últimos tempos, a ser injustamente discriminado e censurado pelo Governo de Portugal. Numa clara e inaceitável ditadura de gosto por parte do Ministério da Cultura e do Governo, os milhões de Portugueses que são aficionados e que representam este sector que está intrinsecamente ligado a Portugal e aos Portugueses, têm sido ignorados, maltratados e os seus valores sociais e culturais totalmente postos à prova.

Além disso, milhares de pessoas que vivem exclusivamente deste sector estão a passar enormes dificuldades financeiras, apenas e só porque este governo decidiu que não podem trabalhar. Que o que fazem profissionalmente, com brio, entrega, honestidade e responsabilidade, pagando os seus impostos e sustentando as suas famílias, é uma questão “civilizacional”.

Também ignora este Governo e este Ministério da Cultura que a pega é uma Arte. Uma expressão da Cultura Portuguesa, admirada em todos os cantos do mundo por personalidades incontornáveis da cultura, nomeadamente do Teatro, do Cinema, da Pintura, da Literatura e da Música, bem como por altas figuras de estado Português e de muitos países do Mundo.

De uma forma totalmente ordeira e ordenada, sem palavras de ordem, respeitando os demais cidadãos, iremos demonstrar, para já localmente, a nossa indignação para com o comportamento inaceitável deste governo. 

Farão parte destas iniciativas locais Forcados, Tertúlias Taurinas, Cavaleiros, Ganadeiros, Matadores/Novilheiros, Bandarilheiros, Campinos, Emboladores, Bandas, Escolas de Toureiro, Empresários e claro, aficionados em geral. 

Todas estas iniciativas irão cumprir as recomendações do Governo e DGS face ao momento que actualmente vivemos.

Convidamos todos a juntarem-se aos Grupos de Forcados na iniciativa que seja mais da vossa conveniência:


  • GFA AC Elvas (Largo do Rossio em Portalegre - 10h)
  • GFA Alcochete (Praça de Toiros de Alcochete - 10h)
  • GFA Alenquer (Várias localidades - 10h)
  • GFA AP BV Alcochete (Praça de Toiros de Alcochete - 10h)
  • GFA AP Chamusca (Praça de Toiros da Chamusca - 10h)
  • GFA AP Moita (Praça de Toiros da Moita - 10h)
  • GFA Arronches (Largo do Rossio em Portalegre - 10h)
  • GFA Arruda dos Vinhos (Praça de Toiros de Vila Franca de Xira - 10h)
  • GFA Azambuja (Praça de Toiros de Azambuja - 10h)
  • GFA Beja (Praça de Toiros de Beja - 10h)
  • GFA Caldas da Rainha (Praça de Toiros das Caldas da Rainha - 10h)
  • GFA Chamusca (Praça de Toiros da Chamusca - 10h)
  • GFA Coruche (Praça de Toiros de Coruche - 10h)
  • GFA Évora (Praça de Toiros de Évora - 10h)
  • GFA Lisboa (Praça de Toiros do Campo Pequeno - 10h)
  • GFA Moita (Praça de Toiros da Moita - 10h)
  • GFA Montemor (Praça da República de Montemor-o-Novo - 10h)
  • GFA Montijo (Praça de Toiros do Montijo - 10h)
  • GFA Portalegre (Largo do Rossio em Portalegre - 10h)
  • GFA Povoa de São Miguel (Praça de Toiros de Moura - 10h)
  • GFA Ramo Grande (Praça de Toiros da Ilha Terceira - 10h)
  • GFA Ribatejo (Largo do Calvário, Samora Correia - 10h)
  • GFA Safara (Praça de Toiros de Moura - 10h)
  • GFA Santarém (Praça de Toiros de Santarém - 10h)
  • GFA São Manços (Arena de Évora - 10h)
  • GFA Tomar (Praça de Toiros de Tomar - 10h)
  • GFA TT Montijo (Praça de Toiros do Montijo - 10h)
  • GFA TT Terceirense (Praça de Toiros da Ilha Terceira - 10h)
  • GFA Vila Franca (Praça de Toiros de Vila Franca de Xira - 10h)
  • RGFA Moura (Praça de Toiros de Moura - 10h)

Mais informações com os cabos dos Grupos de Forcados ou juntamente da ANGF.











terça-feira, 9 de junho de 2020

A Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita iniciou os treinos, com todos os requisitos recomendados pela DGS.

"A Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita iniciou os treinos, com todos os requisitos recomendados pela DGS."


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Setor tauromáquico reuniu com DGS e IGAC para retoma da tauromaquia

Foto- D.R. - Maria João Mil-Homens 


Hoje dia 3 de Junho, no seguimento de iniciativas que se desenrolavam há bastante tempo que após segunda-feira se desenvolveram, o setor tauromáquico, liderado pela APET, teve uma importante reunião com a Direção Geral de Saúde (DGS) e com a Inspeção geral das Actividades Culturais (IGAC), no sentido de que se possa reiniciar a actividade tauromáquica com a maior brevidade possível.

Após várias tentativas de reunião com a DGS e após algumas reuniões com a IGAC por parte dos empresários, desenrolou-se a partir de segunda feira, todo um processo de respostas quer da DGS, quer da IGAC com aval do Ministério da Cultura, comprometendo-se a ter as normas definidas para a reabertura do setor neste mês. 
A reunião desta tarde foi muito produtiva e envolveu além da DGS, da IGAC e da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET) a qual entendeu fundamental a presença também da Associação Nacional de Toureiros (ANDT), da Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) e da PROTOIRO, tendo sido consensuado um documento com os detalhes para o regresso dos espectáculos tauromáquicos em segurança.

O Setor indicou às instituições governamentais a pretensão da retoma dos espectáculos tauromáquicos a 15 de Junho. 

Saudações taurinas,
APET 

domingo, 31 de maio de 2020

Protoiro recebida na Comissão de Cultura



FOTO: D.R.




Muito obrigado Srª Presidente,

Senhoras e Senhores deputados,


Começo por explicar que a PROTOIRO é a Federação que agrega os stakeholders
da cultura tauromáquica e é a sua representante oficial. É constituída
pelas associação Nacional de Toureiros, Associação Portuguesa de
Empresários Tauromáquicos, a Associação Nacional de Grupos de Forcados, a
Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, a Associação de
Tertúlias Tauromáquicas de Portugal e a União das Misericórdias, como maior
proprietária de praças de toiros em Portugal.


O setor da cultura, onde se insere a Tauromaquia (Decreto-lei nº 23/2014),
e tutelada pelo Ministério da Cultura, não é um luxo mas um setor gerador
de riqueza e emprego com um papel social muito importante, pelo que se
exige uma atenção adequada a este setor, ainda mais com os graves impactos
da pandemia do Covid 19.

*As Touradas são uma das criações mais originais e autênticas da cultura
portuguesa* e uma das poucas áreas culturais que não têm programas de
apoio. Incorporam quase 100% de mão de obra nacional. Exportam cultura
portuguesa, contribuindo para a divulgação da nossa cultura no estrangeiro
e para o equilíbrio da balança comercial. Fomentam o turismo e têm de um
impacto económico directo e indirecto de muitos milhões de euros, criando
emprego e riqueza, muitas vezes em regiões deprimidas do interior, além de
impostos para o Estado.

Entre as diferentes modalidades que a compõem, práticas sociais, eventos
festivos e rituais, a importância deste sector traduz-se no número
significativo de espectadores, que só em 2019 atingiu perto de *500 mil
espectadores*.


Sabemos também que esta indústria move anualmente cerca de *3 milhões de
participantes* na globalidade dos eventos tauromáquicos (espectáculos
tauromáquicos em praças de toiros e tauromaquias populares, ou de rua)
tendo um ciclo de impacto económico directo e indirecto muito amplo, ligado
a zonas deprimidas, fazendo a ponte entre o mundo rural e urbano, apesar do
consumo do produto ser na sua grande maioria urbano.



*Mas como chegámos aqui? *

A primeira referencia documental a uma prática tauromáquica reporta-se ao
segundo rei de Portugal, *D. Sancho I *(1154 -1211), nas Inquirições de D.
Afonso III, onde surge referido que o monarca “alanceava toiros numa
alminha, em Lamego”.

Com origem na caça e na preparação do homem e do cavalo para a guerra,
evoluíram ao longo do tempo. Celebrar nascimentos ou bodas reais, recepções
a chefes de estado estrangeiros, festas patronais e religiosas…qualquer
evento social relevante na sociedade portuguesa, era sempre acompanhado das
“Funções de toiros” como então se chamavam, onde este animal mítico e
simbólico, o toiro, o animal mais representado na arte rupestre do Vale do
Côa, ou em Lascaux, Altamira…o próprio mito fundacional da Europa nasce do
rapto desta por Zeus transformado em Toiro.

Estas práticas taurinas vinham já de antes da fundação de Portugal, sendo
impossível definir a data do seu inicio. Desde a origem da nacionalidade
que se realizavam eventos taurinos nas principais praças públicas da
cidades e vilas de Portugal, onde se montavam praças, tipicamente com
formas quadradas, feitas em madeira, que eram desmontadas posteriormente
aos festejos. Em Lisboa, por exemplo, até ao final do século XVIII, essas
corridas realizavam-se Terreiro do Paço e no Rossio. Em Viana do Castelo,
no século XVII, realizavam-se na actual Praça da República, em Évora na
Praça do Giraldo. Assim era em todo o país, de norte a sul, passando pelas
Ilhas.

O mundo da tauromaquia portuguesa é muito diverso e único no mundo. Além de
corridas de toiros portuguesas, baseadas no toureio equestre, no cavalo
lusitano e nos forcados, existem largadas, esperas de toiros, recortadores,
garraiadas e vacadas, touradas à corda, capeias arraianas, os celebres
toiros de morte de Barrancos e Monsaraz, a vaca das cordas de Ponte de lima
e muitas mais manifestações que nasceram do espanto e admiração do Homem
pelo Toiro e da coragem de o enfrentar.

As corridas de toiros guardam e espelham em si os séculos da historia de
Portugal, são um verdadeiro tesouro cultural, especificamente português e
único no mundo.



Refira-se ainda que uma *grande parte dos portugueses (30,3%) afirma-se
aficionado* e a esmagadora maioria (86,7%) aprova a existência de Touradas,
sendo indiferente (33,7%) ou respeita a sua existência (22,7%).
(Eurosondagem Dez. 2019).


Em Portugal existem cerca de *70.000 hectares de montado e lezíria afetos à
criação do Toiro de Lide*, áreas de elevado interesse ambiental e
ecológico, muitas delas integrantes da Rede Natura 2000 e participantes em
programas de recuperação de espécies como o abutre negro ou o lince
ibérico. A criação do toiro bravo, espécie salva da extinção e preservada
pela Tauromaquia, constitui um património genético a conservar. O toiro
bravo é um guardião da biodiversidade, actuando na preservação do montado e
da lezíria, com impactos muito importantes na mitigação das alterações
climáticas e da desertificação no território nacional, segundo estudo
recente do Instituto Superior de Agronomia.


As medidas que tivemos conhecimento para a retoma dos espectáculos a partir
de 1 de junho ainda não permitem realizar eventos lucrativos. Uma temporada
tauromáquica anual representa *mais de 200 espetáculos tauromáquicos, mais
de 1.000 eventos de tauromaquia popular*, e se continuarem limitadas as
exportações de animais para Espanha e França, ficaremos com *3.000 animais
cujo destino é indefinido* e o canal alimentar é um canal altamente
deficitário para cobrir os custos de produção. Falamos de 6 milhões de
euros de impacto directo do setor ganadeiro e mais de 12 milhões de receita
de bilheteira.

Comparativamente, uma corrida de toiros teve em 2019 uma média de 2.793
espectadores, enquanto em 2018 (últimos dados disponíveis Pordata) cada
sessão e teatro teve 163, de cinema teve 23 e de ópera teve 385. Os
portugueses acorrem em massa aos espectáculos tauromáquicos.


Trata-se, ainda, de *um sector socialmente responsável* com mais de 20 de
espetáculos anuais a reverterem para instituições de caracter social e
cerca de 50% das praças de toiros são propriedade de *Misericórdias e IPSS*.
falamos de um valor superior a 1 milhão de euros. Também no terceiro setor
se está e irá reflectir a paragem da Tauromaquia.

Também os *municípios*, enquanto representantes directos dos territórios e
das populações, são os grandes beneficiários das actividades tauromáquicas,
representando uma fonte de dinamização, cultural, económica e social desses
territórios. De norte a sul, passando pelos Açores, uma média de *80
municípios recebem corridas de toiros anualmente*, integrando uma parte
destes a Secção de Municípios com Actividade Tauromáquica, da Associação
Nacional de Municípios. Esta paragem vai afetar gravemente as economias
destas regiões.

Desta forma, tendo em conta toda a envolvente social e económica criada
pelo sector, *apelamos para que se encontrem medidas de apoio e um caminho
para uma solução conjunta* capaz de enfrentar as dificuldades previstas na
Cultura portuguesa.


A Ministra da Cultura não respondeu a um único pedido de reunião até hoje,
atacou este setor propondo um iva de 23%, note-se 23%, discriminando esta
actividade cultural, classificando esta taxa de civilizadora, e por
conseguinte 3 milhões de aficionados de incivilizados;  perante esta
comissão evitou pronunciar sequer a palavra tauromaquia…


Aquilo que pedimos é um tratamento de igualdade perante a lei. Somos
cultura de facto e de jure e queremos ser tratados com o respeito e
igualdade que os cidadãos merecem perante a lei, como o define o art 13º da
Constituição Portuguesa.


Tauromaquia é uma atividade cultural sazonal que vai de final de março a
outubro e, por este motivo, é mais afetada pela paragem total dos
espetáculos do que outras atividades culturais.

As largas dezenas de espetáculos já perdidos e mais os que não serão
realizados, trará para o sector consequências muito serias e impossíveis de
recuperar. Estimamos neste momento um prejuízo de cerca de 4,5 milhões.

Com a impossibilidade de gerar receitas, promotores, ganaderos e toureiros
estão já em grandes dificuldades para suportar os seus custos fixos, em
particular os cavaleiros que tem a seu cargo a alimentação e manutenção dos
cavalos, a sua preparação técnica e artística, as equipas de tratadores,
veterinários entre muitos outros, com um valor bastante elevado.

Para esta temporada, a preparação da produção de espetáculos tauromáquicos,
já foi iniciada há largos meses e a sua não realização acarreta avultados
prejuízos em investimentos perdidos e reduções drásticas de receitas.

Uma corrida de toiros integra cerca de 170 intervenientes diretos, ou seja,
170 famílias que dependem da sua realização.

Toureiros, Forcados, ganaderos, empresários, pessoal técnico, campinos,
artesãos, alfaiates, ferradores, veterinários e tantos outros, todos são
fundamentais para a existência da cultura taurina.

Todos estes empregos e cadeia de valor estão em verdadeiro risco.

Recentemente 1800 artistas e profissionais tauromáquicos vieram
publicamente, em carta aberta à Senhora Ministra da Cultura, mostrar as
suas preocupações com a sustentabilidade do setor perante esta crise e a
total falta de apoio do ministério que os tutela.

Carta aberta porque não conseguimos chegar de outra forma à senhora
ministra, que trata a tauromaquia, atividade da sua tutela, com total
desprezo e discriminação.

Proteger e valorizar o património cultural do povo português, é a que esta
obrigada, pela constituição, a Senhora ministra da Cultura e não pela
ditadura do seu próprio gosto.

Somos talvez a única atividade cultural sem qualquer subsídio do ministério
e que ate é auto-sustentável.

Não exigimos nada a mais, exigimos pelo menos igualdade de tratamento e
oportunidades das restantes expressões culturais.

Exigimos respeito, pela história, pelo presente e pelo futuro desta
atividade secular que ate é um produto 100% nacional.

Que medidas estão pensadas e reservadas para nós? Qual o plano que o Estado
e a Senhora Ministra têm para a reativação e retoma do nosso sector?

A sobrevivência dos artistas assim como o bem estar dos seus animais são
uma verdadeira preocupação para nós e estou em querer que para alem dos
partidos que tradicionalmente são a favor da liberdade cultural, PAN e BE
pelo menos nos apoiam neste ultimo ponto e com toda a certeza irão se
juntar a nós para encontrarmos a melhor solução.

Para alem do drama social e económico que esta paragem esta a trazer
diretamente aos artistas, também o seu Fundo de Assistência esta a sofrer
elevados prejuízos.

O Fundo de assistência dos Toureiros Portugueses é uma instituição
reconhecida pelo Estado Português, que não só segura o risco de acidentes
dos artistas no ativo como também é uma obra social que protege toureiros
reformados, viúvas, órfãos e educação dos descendentes.

Este Fundo depende da contribuição de donativos por espetáculo dada pelos
artistas. Com a atividade parada e a arrancar condicionada, será um
prejuízo enorme nas reservas do Fundo e esta em risco a assistência social
que o Fundo desempenha.

Muito obrigado.



 
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