quinta-feira, 8 de outubro de 2015

CRÓNICA DE ELVAS - JOÃO MOURA CAETANO TRIUNFA EM ELVAS




Esperava-se mais publico no Coliseu Elvense no passado sábado, já que o grupo de forcados da cidade, os Académicos de Elvas festejavam década e meia de existência. Mas faltou o público e o ambiente foi frio, contrastando com o ambiente que se viveu na arena, pautado a espaços por bom toureio, com sortes desenhadas a gosto na vertente do toureio a câmbio.
João Moura Caetano fez a sua despedida da temporada nesta corrida. Uma temporada onde apareceu pouco no circuito das principais feiras e praças de toiros de nomeada. Dispersou-se por Espanha e apostou num número reduzido de corridas. Em Elvas aproveitou da melhor forma o seu lote e perante dois toiros que cumpriram acima da média, fechou a sua temporada com nota muito positiva.
João Moura jr. em véspera de entrar para o “clube dos casados”, andou a gosto e muito toureiro. No entanto em nenhum dos seus toiros conseguiu redondear a lide. Praticou o toureio dentro da sua linha “Mourista”, chegando com facilidade ás bancadas, mas por vezes sem aquela verdade que alguns tanto apregoam. Em Elvas esteve bem, mas não o suficiente para ferver o “respeitável. 
João Salgueiro da Costa teve um toiro que serviu – o primeiro do seu lote e outro, o sobrero, que para além de pequenote adiantava-se na viagem. Salgueiro da Costa uma vez mais “deixou no ar a promessa de que pode ser”. Mas apenas a promessa. A sua primeira lide teve altos e baixos, enquanto a segunda não deixou história, também conforme já afirmámos muito por culpa do toiro. O curro de “Pontes Dias” foi desigual em trapio, mas uniforme em comportamento, com cinco toiros a investirem, destoando apenas o sobrero. 


Os Académicos de Elvas contrariaram os prognósticos menos abonatórios de algumas más-línguas. Estiveram em noite de acerto, coesão e entrega. Cinco pegas de caras e uma cernelha protagonizadas por: Luís Machado que dobrou João Bandeiras pegou à primeira, Tiago Mimoso e André Patrício de cernelha consumaram também à primeira, André Bandeiras pegou á segunda. Tadeu Lopes à primeira, pega que foi a da sua despedida. João Restolho pegou também à primeira e Gonçalo Machado à terceira.
Dirigiu com acerto o senhor Marco Gomes perante uma plateia que preencheu cerca de um quarto do aforo do “Coliseu Rondão de Almeida.
                                                                                                                  Filipe Franco


 
Copyright © 2013 PORTA DOS SUSTOS