quarta-feira, 6 de abril de 2016

13º CAPITULO DO RECANTO DA MÁ LÍNGUA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO - JULGAMENTO DE UM TERRORISTA PARTE II



Segunda parte

Após noite na "paz dos anjos" retomamos a assembleia.
Na tentativa de por "água na fervura" usei da palavra e sugeri a perpétua para o Miguel a "emenda foi pior que o soneto" pois a nova vizinha do r/chão esq. cuja identidade desconhecia "passou-se dos carretos" dizendo que não admitia faltas de respeito, eu que o levasse para minha casa pois na dela só entrava quem
ela queria. Após alguma perturbação o equivoco foi desfeito e a senhora lá percebeu que não estávamos
a falar da mesma Perpétua.
Sempre prestável a Barbuda do 1°Esq. esposa de um antigo preso político ofereceu as suas instalações que segundo o pobre homem fá-lo sentir saudades do Tarrafal.
De seguida pediu a palavra um funcionário público com ar fúnebre ao que consta um "infiltrado" que nos garantiu estarmos perante um perigoso Jihadista e que o mesmo está a preparar um atentado por ocasião das Sanjoaninas.
Após essa bombástica informação o burro do Silva "aproveitou o balanço" e pediu a pena capital, para o infame terrorista que ousara por em causa o bom nome do Pote nome pelo qual era carinhosamente tratado nos saudosos tempos em que ambos saltitavam pelas margens do Sorraia.
Após comovente pedido de amnistia efectuado pela gatinha da João que com a concordância da dona ofereceu espaço no sofá ao seu fofinho procedeu-se à votação de forma democrata com o indicador espetado à excepção do maneta do 2° piso que não vá" o diabo tecê-las" apressou-se a beijar a mão ao presidente e dessa forma garantir a sua continuidade na associação.
Com o voto contra da gatinha da João e a abstenção da piriquita da Maria.
Foi decretada prisão perpétua que após consulta á professora Ana e não vislumbrada qualquer
inconstitucionalidade foi promulgada.

A BEM DA JUSTIÇA
José Luís Figueiredo
 
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