terça-feira, 18 de outubro de 2016

CAMPO PEQUENO ENCERRAMENTO DA TEMPORADA - CRÓNICA POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO

Ocorreu, no passado dia 13  o encerramento da temporada na catedral lisboeta, uma temporada de ouro, sobretudo para o toureio apeado com fabulosas actuações de Padilla, D'el Alamo, Finito de Cordoba e até Dias Gomes que aproveitou bem a oportunidade na monumental lisboeta, mas sobretudo a noite mágica de Morante, que ficará certamente na memoria de todos os felizardos contemplados. 

Na ultima corrida, o destaque maior foi para Miguel Moura, que com uma grande (enorme) actuação, foi o triunfador máximo, numa noite, em que os demais alternantes tiveram nota alta e que felizmente foi televisionada.

QUIM ZÈ CORREIA - Antecedendo a corrida, ocorreu no museu da catedral, uma cerimónia evocativa à memória do saudoso cavaleiro Quim Zé Correia, que há cinquenta anos, na arena da monumental lisboeta foi colhido mortalmente pelo toiro carvoeiro, pertença da ganadaria Rio Frio, quando com os demais companheiros de cartel actuava graciosamente, a favor do orfanato Sta Isabel em Oeiras. Quim Zé deu a própria vida em prol de crianças carenciadas, algo que certos personagens, acérrimos "defensores" dos bichos e das bichas (animais), jamais terão disponibilidade para tal.

JOSÈ SAMUEL LUPI - Já em praça e após as cortesias, a empresa homenageou com o prémio prestigio o ganadero e cavaleiro tauromáquico José Samuel Lupi, um dos melhores de sempre na apaixonante arte de tourear a cavalo. Para além de uma prestigiada carreira em Portugal, Lupi formou com Álvaro Domec e os irmãos Peralta, que fizeram questão de marcar presença nesta justíssima distinção, um quarteto que foi responsável pela grandiosidade que o toureio a cavalo atingiu em terras de Espanha. 
Numa só temporada, José Lupi toureou 108 corridas, o que com a má qualidade das estradas de então, camiões pouco velozes e ainda a obrigatoriedade da presença do Sueste, o cavalo estrela da sua quadra, era "quase" Impossível. Foram muitas as figuras do toureio, entre as quais o matador de toiros Espartaco que se juntaram aos aficionados na enorme e justíssima ovação de agradecimento ao Maestro José Samuel Lupi, mas também foi notória a ausência de alguns "amigos" de outros tempos que se "esqueceram" de estar presentes, enfim um filme de raízes ancestrais que apenas muda de figurantes.

DESPEDIDAS - A noite foi também farta em despedidas, de gente que ao longo dos anos honraram a festa nacional entre os quais o realizador Manuel Rosa Pires desde sempre ligado ás corridas televisionadas . 
Os forcados Amadores de Lisboa Manuel Guerreiro, um forcadão a quem eram destinadas as "encomendas" que saíam ao grupo lisboeta e João Lucas que para além de um excelente forcado é um profundo conhecedor do toiro,mais valia essa que sempre usou em prol do seu grupo.

Deixam Saudades.

José Luís Figueiredo 



 
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