segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CRÓNICA DA ÚLTIMA DA TEMPORADA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO

 
A corrida de toiros de encerramento da temporada, ocorreu no passado domingo em Évora, bem sei que há por aí outro espectáculo anunciado, mas que só, por falta de discernimento, pode ser considerado de encerramento da temporada, com todo o respeito pelos intervenientes, mal iria a festa, se aquele elenco fosse representativo da temporada finda.

TOIROS
Foram lidados toiros de Veiga Teixeira, que para além de bem apresentados foram colaborantes com os toureiros alguns deles de acentuada nobreza e bravura, justa volta do ganadero à arena.

CAVALEIROS
A antiguidade é um posto, podia bem ser o titulo desta pretensa crónica, pois foram efectivamente os mais "rodados" António Telles e Luís Rouxinol que saborearam o triunfo.
Antonio Telles terminou a temporada com mais uma grande actuação, algo que foi seu apanágio ao longo do ano.
Bregando com maestria, citando de largo dando primazia ao oponente  conseguiu ferros de antologia que agradaram ao muito público presente que não regateou merecidos aplausos.
Luís Rouxinol, foi também com altíssima nota que Rouxinol pôs fim a uma triunfal temporada onde as suas actuações foram (quase) sempre carimbadas com triunfos. Em Évora a sua prestação foi de uma perfeição que "até mete raiva" um hino ao toureio.
Conclusão Telles e Rouxinol disseram bem alto aos jovens alternantes que se quiserem "poleiro" têm que trepar.
fosse eu fã do famoso nectar e diria " estão como o vinho do porto".
Uma palavra de apreço para Rouxinol jr. que contra tudo e todos (nos quais me incluo) se recusou a dar a concedida volta a à arena, apesar de uma excelente actuação apenas manchada por um (último) ferro menos conseguido, outros dariam certamente a volta "contentinhos da silva" mas o Jr. não pretende ser mais um e como tal entendeu que não merecia volta. São gestos destes que fazem a diferença. Olé Toureiro.

FORCADOS
As pegas estiveram a cargo dos amadores de Évora, capitaneados por António Alfacinha que surpreendentemente por se tratar de uma encerrona, não disse "este é para mim". Foram solistas Dinis Caeiro, Afonso Mata, Ricardo Sousa, João Madeira que efectuou um pegão aguentando barbaridades, João Pedro Oliveira e Martim Caeiro também
ele enorme.
A corrida foi dirigida por Agostinho Borges antiga glória da forcadagem que inspirado no magnifico som da Banda Imparcial 15 de Janeiro de Alcochete, a melhor de Portugal, foi benevolente com os toureiros.

Até p'ró ano.

José Luís Figueiredo
 
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