domingo, 6 de novembro de 2016

OUTROS TEMPOS - A BATOTA - POR JOSÉ LUIS FIGUEREDO


A batota, a nova tão em voga forma de (não) pegar toiros, começa a ser pela frequência com que ocorre banalizada  "aceite" pelo público e por alguns grupos de forcados como uma nova sorte na arte de pegar toiros. Todos sabemos que ao longo dos tempos e não é necessário recuar ao profissionalismo os forcados sempre recorreram à batota para resolverem casos mais bicudos algo que apesar de contradizer a bíblia do forcado é "compreensível" em ocasiões extremas, tais como após várias tentativas ou sobretudo quando o forcado enfrenta uma encomenda que não merece de todo a sua lealdade.
Porém quando tal modalidade é levada à prática perante um toiro digno que investe forte mas com nobreza, nas primeiras tentativas, em praça de maior responsabilidade e em grupos com estatuto a coisa muda de figura .
Em minha opinião (vale o que vale) o manual de instruções do forcado amador obriga-o a enfrentar os toiros com lealdade, sem martingalas vencendo a contenda com classe e nobreza ou caindo de pé com dignidade.
A batota usada perante um toiro nobre e leal, sobretudo se executada por forcados com provas dadas é algo preocupante é trocar a bíblia dos pegadores de toiros pela sebenta de conteúdo duvidoso usada pelos agarrantes.
Caros amigos, FORCADOS do meu país não permitam que na arte de pegar toiros a batota seja entendida como mais uma sorte.

Até breve
José Luís Figueiredo
 
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