segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

BULLFEST - A MINHA CRITICA


Todos nós, já em alguma altura da vida, organizámos ao menos um jantar romântico, ou um almoço com colegas. Claro que há sempre alguma coisa que falha, claro que há sempre lacunas, só não as tem, quem não organiza nada. 
Não gosto de fazer nada "a quente" nunca sai como é suposto, por bem ou por mal, pecamos sempre pelo excesso, por isso resolvi escrever apenas hoje.
Bullfest - não, não acho que o nome seja o mais indicado para representar a cultura e as tradições do meu pais, mas há tanto homem bonito e bom de nome feio e tanto homem feio e mau de nome bonito... 

Pelas 8h30 da manhã, sai de casa com as minhas filhas, rumo ao dito Bullfest, sem grandes expectativas pois o principal motivo da minha paixão pela festa, são os toiros, e estes só no festival da tarde estariam presentes. Mas ver bons amigos e crianças felizes, é alegria também.

Tinha falado do Bullfest a alguns amigos e família que sabia de antemão que estariam presentes e aguardei a sua chegada. 
Porque cheguei cedo, deparei-me com os "retoques finais" de uma equipa jovem e animada do staff do Bullfest. 
Começou a charanga a tocar, as crianças já brincavam no insuflável, as pinturas faciais, a tourinha, os capotes e muletas, o teatro de marionetas, o graffiti, as explicação de Maurício Do Vale para a demonstração do toureio apeado, e a cavalo, brincar na arena do campo pequeno, que privilégio, andar de cavalo, pegar uma tourinha com forcados de verdade, sonhos realizados para um aficionado.
As minhas filhas já são crescidas e ainda assim desfrutaram e bem deste dia no mínimo diferente e original, carregado de novas experiências. 

O merchandising da marca, estava na minha opinião mal "negociado" Pulseiras de borla, fotos de borla, e autocolantes estes sim a um preço acessível, mas as t-shirts muito acima do preço que acharia comercial, Recordo que comprei t-shirts da Protoiro a 2,5€ há uns anos atrás.  Acho que deviam balançar mais a coisa... pulseiras a 1€, toda gente comprava 4 ou 5, as fotos a 1€, toda gente tirava na mesma, e as t-shirts a metade do valor pedido. Uma família de tamanho normal (casal e dois filhos) teria que desembolsar muito dinheiro para a aquisição das t-shirts e depois já não haveria dinheiro para o festival. Vivemos em crise e temos que saber dar a volta às coisas. Bilhetes ao preço normal da praça, com oferta da t-shirt...sei lá, são apenas ideias. 

Gostei muito, gostei eu e gostou a grande maioria das pessoas que por ali andaram. Ver os nossos filhos felizes é maravilhoso.  
O festival não fosse as lides a duo, também podia ter sido ainda mais agradável. As lides apeadas maravilha, a aficion portuguesa está cada vez mais rendida ao toureio a pé. 
Confidenciou-me um policia que estava ao meu lado na trincheira, que antes não era aficionado e que ia para ali apenas a cumprir o seu dever, mas que depois de ver o Padilla na sua primeira vez da temporada passada, ficou vidrado e fã e no sábado ficou pasmado com a valentia de nosso Manel Dias Gomes, ..."filmei tudo, a minha mulher nem vai acreditar, ele é louco"..., confidenciou-me até que prefere o toureio apeado que a cavalo e que pretende trazer a mulher e os filhos para que possam também ver. 
Os recortadores uma agradável experiência que na minha opinião deveria fazer mais vezes parte dos cartéis, pela emoção que transmite a todos. 
A ideia do "meet and greet", fabulosa preencheu o ego de todos, artistas e aficionados. 

Esperemos que hajam mais Bullfest espalhados pelas praças do nosso país e claro que com a pratica, as lacunas vão ficando mais pequeninas. 

Obrigada pelo dia passado.





 
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