domingo, 21 de maio de 2017

CAMPO PEQUENO CORRIDA VIDAS/CORREIO DA MANHÃ - CRÓNICA POR JOSÉ LUÍS FIGUEIREDO

Foi brilhante, a forma como a empresa resolveu o problema, criado pela ausência,  devido a um problema  físico (é o que dizem) de Pablo, na monumental lisboeta. Todos sabemos que não há insubstituíveis, mas sejamos sinceros, a nível do toureio a cavalo, numa só mão sobram dedos, para enumerar os que o podem fazer.  Substituir Pablo, por um um matador bem querido, pela aficion portuguesa e que recentemente foi o triunfador da feira de Sevilha,  foi obra de quem, sabe (muito), do ofício.

FERRERA
O consagrado matador de toiros António Ferrera, o mais português de todos os espanhóis, rumou a Lisboa, após o estrondoso êxito alcançado na feira de Sevilha, no entanto foi um Ferrera, muito distante do seu real valor que esteve no  campo pequeno, nas bandarilhas realçamos o terceiro par no primeiro da ordem a sair das tábuas para os médios esse sim à Ferrera, nos restantes a vulgaridade foi notória. Na muleta, pese o facto do seu segundo ser algo complicado, usou quase sempre o bico da dita, mantendo o hastado sempre a léguas de distância,  um ou outro momento de bom toureio soube a pouco vindo de quem, todos sabemos vale muito mais.

MOURA JR.
É um facto que o toiro de António Charrua, era aquilo a que na gíria,  designamos por babosa mas a actuação do João no seu primeiro, foi divinal a forma como abordava o oponente,  preparando as sortes, a brega ladeando com as montadas transformadas em capote atingindo um patamar só ao alcance dos eleitos, no segundo com um toiro mais exigente, Moura Jr. repetiu a dose demonstrando mais uma vez a razão (razões) da sua triunfal carreira.

MIGUEL MOURA
No primeiro, após início irregular, foi subindo de tom, terminando em bom plano, no entanto foi no segundo que abriu o livro, com uma brega mandona, levando o toiro embebido na montada, deixando-o em sorte para a qual partia recto, fazendo a batida ao piton contrário e cravando bem lá no alto. 
Ferros de elevada emotividade.

 
FORCADOS
Pelos Amadores de Lisboa, foram solistas, Pedro Maria Gomes que pegou à primeira sem dificuldade e João Varandas, que optou pelo "número", mandou sair os companheiros ficando só na arena, pegou à segunda , sem dificuldades de maior.

Os Amadores de Évora, foram representados, pelos caras António Alfacinha que recuou bem mandando na investida mas na reunião não consentiu o desejável e João Pedro
Oliveira a fazer tudo bem na melhor pega da noite. 
NOTA NEGATIVA
Para o primeiro, toiro de António Charrua que pese o facto, de ser em termos de bravura o melhor, da corrida, em matéria de apresentação estava aquém do aceitável para sair à arena da primeira praça do país e para o director de corrida senhor João Cantinho com algumas decisões "esquisitas".

José Luís Figueiredo

 
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