quinta-feira, 24 de agosto de 2017

CRÓNICA DE UMA NOITE HISTÓRICA NO CAMPO PEQUENO - VIVA PORTUGAL

A monumental praça de toiros do Campo Pequeno, berço de arte, cultura, tradição e portugalidade, foi no passado dia 18, pequena para acolher todos os que manifestaram intenção de marcar presença, a frase lotação esgotada gorou as intenções de muitos que dessa forma foram "obrigados" a acompanhar a transmissão televisiva que a TVI (bem vinda) em boa hora levou a efeito.

A corrida em que se comemoravam 125 anos ao serviço da cultura teve muitas coisas interessantes a participação da charanga da G.N.R., um excelente momento de fado, um bom desempenho dos campinos, a arte
e a classe do cornetim de serviço, boas pegas de ambos os grupos de forcados Montemor e Lisboa, dois toiros de campeonato os exemplares das ganadarias Vinhas e Palha, uma boa actuação (a primeira) de João Moura,mas... foi no quinto e sexto da ordem que o Campo Pequeno "veio abaixo".

António Telles perante um Palha de campeonato citou de largo, de frente, colocou ferros de antologia rematados com maestria e solera e ainda... desplantes. Magistral actuação que levou o público à euforia.

Duas voltas à arena... apoteose.

De seguida entrou em praça Luís Rouxinol que como se diz na gíria não gosta de perder "nem ao berlinde" brindou aos colegas, como que a dizer  "amigos, amigos (actuações) à parte". Perante um toiro colaborante de Passanha, Rouxinol desenvolveu uma lide mandona e artística com ferros bem (muito bem) conseguidos os quais adornou com palmito, bandarilhas e violino perante um público em delírio. Enfim dois toureiros de estilos opostos, mas ambos de elevado teor artistico. Quem é o melhor?... quem triunfou?... a tauromaquia, a cultura, a tradição, os aficionados, os portugueses ... VIVA PORTUGAL ... que se lixem os presidentes.

José Luís Figueiredo

 
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