quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CRÓNICA DE ÉVORA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


Ultimamente por motivos pessoais tenho andado afastado das praças de toiros, neste temporário afastamento sempre tive o apoio e compreensão da minha querida chefinha Maria João.
No entanto na corrida de Évora por tudo o que a envolvia, senti que era obrigatória a minha presença.
                                            
                                                    SERÁ QUE VALE A PENA?
Esta frase, que várias vezes ouvi da boca de um enorme forcado desolado e completamente destroçado
com a morte do Fernando  o anjo de calças de ganga como era apelidado pelos companheiros devido à sua grandiosidade humana, deixou-me apreensivo, também eu me questionei e confesso que 
fui inundado de incertezas.
Porém a corrida de Évora dissipou todas as duvidas, sim valeu a pena ver - nas bancadas muitos antigos forcados num apoio claro ao grupo de Alcochete. - Na trincheira o irmão do Fernando, o Joaquim também ele forcado dos Amadores de Alcochete. - O Vasco Pinto que cancelou todos os seus compromissos políticos para estar com os "seus" forcados. - E que dizer do O toque do silêncio melodia da saudade, superiormente executada pelo maestro José Manuel Raminhos  durante o minuto
de silêncio. - E o gesto dos Amadores de Évora que abdicaram da antiguidade o que lhes dá primazia
e saíram da arena nas cortesias e final da corrida em simultâneo e abraçados aos colegas de Alcochete.
- Os brindes sentidos de toureiros e forcados. - A generosidade dos bandarilheiros sempre disponíveis para os forcados. - A classe e tranquilidade de Manuel Pinto um dos mais jovens do grupo 
que assumiu a responsabilidade do pegar "o primeiro". - E por último, que neste caso são os primeiros
todos os elementos dos Amadores de Alcochete que apesar de rostos banhados de lágrimas e corações
destroçados, foram enormes em determinação nesta homenagem ao Fernando cuja presença na praça
foi por todos nós sentida.
                               
                                           VALEU A PENA.
José Luís Figueiredo

 
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