segunda-feira, 12 de março de 2018

CRÓNICA DO IX FESTIVAL DA RÁDIO CAMPANÁRIO NO REDONDO - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


VENTURA ... e os outros 
Que me perdoem os demais interpretes da arte marialva, mas contra factos não há argumentos, não o afirmo com qualquer sentido depreciativo para com os demais toureiros, também eles e são muitos os de elevada perfomance toureira que honram, de sobremaneira o toureiro a cavalo, mas!... Ventura é de outro campeonato, a sua dimensão toureirista é neste momento incomparável a nível mundial ... é um fenómeno ... é sobrenatural ... eu sei lá, sei sim que é diferente e para muito, muitíssimo melhor.
No coliseu do Redondo tocou-lhe em sorte?... um novilho complicado sem?... condições de lide, só que pela frente tinhaDiego que não esteve pelos ajustes e obrigou-o a "colaborar" numa mágica lição de como se toureia os ilidáveis, se é que os há?... já começo a ter duvidas .
Completavam o cartel o Maestro António Telles que nos brindou com uma lide limpa mas desprovida de emotividade.
Rui Fernandes, tentou pôr emoção na lide, um curto de antologia e pouco mais . Filipe Gonçalves, actuação pouco consistente com recurso ao número das palminhas. João Moura Jr. tudo certinho mas muito previsível. Mara Pimenta, verdura em demasia, esperava-se maior evolução.
Em matéria de forcadagem, muito aquém do desejável, demasiados erros técnicos que pese, estarmos no inicio de temporada, não são de todo aceitáveis, de boa nota as intervenções no
quinto e sexto da ordem respectivamente efectuadas pelos Amadores de Évora e Redondo
o que é muito pouco sobretudo para o grupo de Évora que na transata temporada teve um percurso triunfal.
Foram lidados seis novilhos de Prudêncio Santos  que oscilaram entre o servir e o mau.
Nota negativa para os que se encontravam na trincheira, na maioria profissionais do toureio que apesar da manifesta tendência dos hastados 
em procurar as tábuas, estavam debruçados na 
trincheira, alguns de braços pendentes para arena, prejudicando a tarefa aos actuantes,  sobretudo os peões de brega e tudo isto perante a  passividade da direcção da corrida.

José Luís Figueiredo

 
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