quinta-feira, 26 de abril de 2018

A corrida de ontem em Alter do Chão - Maria João Mil-Homens


Não gosto de escrever, não tenho por hábito, mas tenho apenas um cronista e não pode estar em todo lado. 
Por outro lado, estar atrás de uma máquina fotográfica, é muito mais simples e corremos menos riscos das inimizades, logo eu que gosto de me dar bem com toda gente, (quase toda vá... que não sou mentirosa).
É impossível não criar laços de amizade com cavaleiros, forcados, bandarilheiros, e isso não nos deixa ser imparciais, porque todos sabemos que não é fácil, por isso optei por não escrever. 
Mas ontem deixou-me com vontade de escrever, vá-se lá entender...
Gosto dos meninos todos, do meu Joãozinho Caetano, do Mourinha e do meu Palhinha, como aliás gosto de todos os outros que por preguiça não vou escrever nomes. 

Mas, como não sou avençada.... podia até dizer tudo o que me vai na alma, mas não vou dizer. 
Não vou fazer uma crónica da corrida, até porque eu sou do Benfica, e há adeptos do Sporting, do Porto, do Belenenses e de vários outros clubes, e a mim onde me cabe o pão cabe-me educação, e respeito. 

Todos temos gostos diferentes, e isso tem sim que ser respeitado. 
Quanto aos três cavaleiros que ali tourearam, estiveram quanto a mim todos bem! Os toiros foram fantásticos, e apesar disso uns transmitiam mais que outros, o que depois, obviamente se nota nas lides. 
Gosto de ferros cravados ao estribo e com verdade, de emoção e este é o meu toureio favorito. 

Não consigo entender quando o publico, assobia para um bandarilheiro!!!!!! 
Já alguém pensou que eles estão ali a fazer unicamente o que lhes mandam, que um cavaleiro tem uma quadrilha precisamente porque faz falta! Que nervos que me dão os assobios aos bandarilheiros. 
Já desabafei esta parte que me estava a enervar solenemente. 

Acho mal, não, acho muito mal, que havendo uma equipa de emboladores OBRIGATORIAMENTE em praça (sem a qual não se podem realizar as corridas) os toureiros contratarem outras pessoas para lhe dar os ferros, a equipa de emboladores tem gente espalhada pela praça para fazer esse trabalho, e o cavaleiro que tem que ficar à espera que lhe tragam os ferros, faz com que quebre o ritmo do espectáculo e a própria lide arrefece com isso. Já levarem os próprios ferros, posso entender, até por uma questão de estética, ou apenas vaidade que é bonito e a festa precisa, agora isso é suficiente! 
Também já desabafei esta parte... 


Os forcados quanto a mim, tiveram uma boa prestação, mas a verdade é que os oponentes também não dificultaram a tarefa, apesar disso, boas pegas. E Lara V. Vicente, escusas de vir embirrar comigo, porque isto não é uma crónica e eu percebo pouco de pegas ok!?  ;) 

Não consigo ao final destes anos ter assistido a um troféu para a melhor pega ou melhor lide, ou toiro... sem haver polémicas. Sim, devia ser o público que paga o bilhete a decidir, agora como??? Não sei! Ou deixar de haver troféus nas corridas... 


Não posso deixar obviamente, de dar os Parabéns ao meu amigo e empresário Jorge Carvalho por todo o trabalho feito ao longo destes 25 anos. Não que o conheça todo, mas do que conheço gosto e sabe que tenho um carinho especial por si, pois foi sempre quem contratou o meu Tio Zé Paulo até à sua despedida, fez exactamente ontem um ano. 
Também a Praça de toiros de Alter foi ontem aniversariante, pois cumpre esta ano a bonita soma de 100 anos. 

Tenho que dizer que me deu um gozo brutal ontem ter tirado uma foto aos dois "Monstros" da tauromaquia, Maestro João Moura e Emílio de Jesus, cada um na sua arte, mas são e serão sempre pontos de referência para todos os que amam a tauromaquia. 
E agora que já desabafei, estou bem melhor. 
Mais logo não perca o Social do Porta dos Sustos ontem em Alter. 

Maria João Mil-Homens










 
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