terça-feira, 8 de maio de 2018

CRÓNICA DA CORRIDA DE VILA FRANCA - JOSÉ LUÍS FIGUEIREDO

A Palha Blanco, foi no passado domingo "abençoada" de triunfos, o primeiro dos quais, da empresa cuja  dinâmica de Ricardo Levezinho trouxe de novo a aficion local à sua maestranda.

Foram lidados seis poderosos e bem apresentados toiros da carismática e temida ganadaria Vale Sorraia que obrigaram toureiros e forcados a usar todos os seus trunfos.
Abriu a contenda DAVID GOMES, que em dia de alternativa, esteve sereno desenvolvendo uma boa brega, cravou ferros de belo efeito que agradaram aos presentes, muitos deles seus seguidores uma alternativa de nota elevada. No seu segundo andou esforçado, teve bons momentos, uma boa actuação mas sem atingir o brilho da primeira. 

ANTÓNIO TELLES, logo nos compridos de primeiríssima água, disse ao que vinha, nos curtos subiu a fasquia, saiu na hora certa com o público a querer mais. No seu segundo, um manso perdido, um coirão perigosíssimo, ANTÓNIO puxou pelos galões cravou ferros de parar o coração, fez-nos sentir calafrios e medo, mas deixou-nos orgulhosos de sermos aficionados.
OBRIGADO MAESTRO. 
LUÍS ROUXINOL, de estilo diferente mas também ele de enorme toureiria, teve no seu primeiro uma enorme e triunfal actuação, no seu segundo de menor qualidade, chato e a tapar a saída às montadas, ROUXINOL usou os seus trunfos, que são muitos, deu-lhe a volta.
TRIUNFOU.

FORCADOS 
Os toiros VALE SORRAIA, fazem parte, daquelas ganadarias que secam a boca e tiram o sono a quem os enfrenta, são toiros, à medida, para grandes forcados e foi o que aconteceu na Palha Blanco.
Em praça dois dos melhores grupos  da actualidade, AMADORES DE VILA FRANCA DE XIRA e AMADORES DE CORUCHE.
Pelos da casa foram solistas VASCO PEREIRA bem e bem ajudado, FRANCISCO FARIA com uma boa pega à segunda tentativa e MÁRCIO FRANCISCO que, perante um hastado que nos pareceu ter problemas visuais e após  uma tentativa em que sofreu um derrote violento onde  ficou mal tratado, encheu o peito citou o oponente e presenteou-nos com um pegão daqueles que fazem a diferença.

Pelos coruchenses MIGUEL RAPOSO e ANTÓNIO TOMÁS estiveram em grande plano mas a tarde foi, de JOÃO PRATAS que nos ofertou um pegão monumental, um pegão que nos encheu a alma. 

Numa tarde de triunfos uma palavra para os campinos CAFÉ e JANICA, que classe... até parece fácil e para o maestro MANUEL SANTOS "BECAS" que veste prata mas o seu toureio é de ouro.
José Luís Figueiredo 

 
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