terça-feira, 3 de julho de 2018

Crónica do Montijo - por José Luís Figueiredo

A monumental praça de toiros Amadeu Augusto dos Santos abriu portas no passado sábado para a corrida da Adega de Pegões em ano de comemoração dos seus 60 anos de existência.

ENCHENTE

O jogo da selecção nacional de futebol,  nem tão pouco a efectivaçao de outros eventos, foram suficientes para evitar uma forte afluência de aficionados à monumental montijense, dando razão, aos que afirmam que a praça do Montijo é uma das melhores no panorama nacional.

TOIROS

Apesar de algumas reticências em relação aos pesos anunciados, os toiros da ganadaria Charrua, foram cumpridores e proporcionaram a todos os intervenientes, excelentes condições para o bom desempenho das suas funções.

CAVALEIROS 

Em praça duas prestigiadas dinastias do toureio a cavalo.

ANTÓNIO TELLES, o maestro da Torrinha em temporada triunfal, voltou a acrescentar pontos à sua brilhante carreira, com uma excelente e sábia brega e ferros cujo cunho pessoal foi patente.

LUÍS ROUXINOL, em grande plano,o toureiro montijense empolgou a assistência com uma lide recheada de toureiria, uma das melhores que lhe visionamos esta temporada coroada com ferros de excelente performance artística.

MANUEL TELLES BASTOS, dentro de um estilo tradicionalista, onde o conjunto cavaleiro / cavalo é referência, Manuel é cada vez mais garantia de bom toureio, algo que mais uma vez aconteceu, brega de excelência e ferros com as sortes bem desenhadas carimbaram a sua passagem pela monumental montijense.

LUÍS ROUXINOL JR. , lidou o melhor toiro da corrida  ( pena não ter mais uns quilitos ) facto esse que nem sempre é o mais desejável para os toureiros, pois como se diz na gíria, são os bravos que destapam os toureiros, mas o jovem Rouxinol não padece dessa enfermidade o Jr. está um toureiraço, os toiros não o destapam simplesmente porque ali não existem capas, há toureirismo, irreverência, arrojo, arte e emoção.

Luis André tem algo que define os grandes  toureiros, não gosta de perder " nem ao berlinde" procura constantemente superar os seus alternantes e isso voltou a acontecer no Montijo. Olé toureiro.

TOUREIRO A DUO

Não sou, nunca fui, apologista do toureioa duo, no entanto reconheço que quando executado por toureiros que se entendem e complementam pode resultar interessante e isso aconteceu no Montijo. 

TELLES tio e sobrinho e ROUXINOL pai e filho trouxeram de casa a lição bem  estudada e triunfaram.

FORCADOS 

Em praça os Amadores de Santarém e os  Amadores do Montijo, a quem a  passividade dos de Charrua exigia apenas  e só que não complicassem algo que nem sempre levaram a peito e os erros pagam-se.

Pelos Amadores de Santarém foram solistas ANTÓNIO GOES bem à segunda tentativa, após na primeira ter faltado uma "mãozinha" do grupo.

HUGO SANTANA consumou muito bem à segunda após reunião violenta que o deixou "maltratado" na primeira tentativa

RUBEN GEOVETTI à primeira encerrou a prestação dos escalabitanos.

Pelos Amadores do Montijo JOÃO PAULO DAMÁSIO com determinação emendou RICARDO PARRACHO  que nunca  encontrou  o momento da reunião. 

JOÃO PEDRO SUÍSSAS em dia de aniversário  (20 anos) esteve como habitualmente e quando tal acontece até parece fácil.
ELIO LOPES o veterano e prestigiado forcado montijense já muito "marcado" pelos toiros não esteve ao seu melhor nível, não mandou em todos os terrenos e quando isso acontece às "coisas" complicam-se.

NOTAS FINAIS

É irritante e sem qualquer sentido o corrupio de "instruções" que os peões de brega, sobretudo os mais jovens "transmitem" em voz alta, por vezes mirando o tendito, aos seus chefes de fila que felizmente não os ouvem, tal é o chorreado de asneiras.

Um abraço 

José Luís Figueiredo 

 
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