terça-feira, 2 de outubro de 2018

APONTAMENTOS DA PÓVOA DE SÃO MIGUEL POR PATRÍCIA CUNHA.


Sair de Lisboa á sexta-feira com a minha "queriducha amiga Maria João" é sempre uma aventura. Combinado estava ir assistir á corrida de toiros em Évora, mas ( e com a Joãozinho há sempre um mas) depois de Évora, no sábado foi a vez do festival da Cerci em Beja e como senão bastasse, no domingo... Póvoa de São Miguel. Uma por dia, tal foi a média! Na Póvoa de São Miguel assistimos (eu na bancada, ela, como sempre,de objectiva apontada ao alvo) assistimos a uma corrida de toiros, com praça cheia, muito sol (poucas moscas), em que os toureiros tiveram que se haver com um curro de toiros de São Martinho, que os obrigaram a "suar as estopinhas" - mansos e alguns, sobretudo os quinto e sétimo da ordem de más intenções, refugiando-se em tábuas para depois carregar sobre as montadas com investidas duras. Já no capitulo da apresentação nada há a apontar. Rui Salvador teve o lote mais colaborador e do qual o cavaleiro de Tomar sob aproveitar, rubricando duas actuações que agradaram ao publico. Marcos Bastinhas teve o pior lote, não tendo também a sorte pelo seu lado, já que o seu segundo aleijou-se (tintins fora da bolsa) parecia ter melhores condições de lide que o sobrero que teve de lidar em ultimo lugar do festejo. Com a sua habitual entrega e sacando da também sua habitual raça, rubricou duas actuações de muito mérito face á matéria prima que a sorte ditou para tourear. O sorteio ditou para o cavaleiro praticante Francisco Núncio dois toiros com características de lide diferentes. Enquanto o primeiro deu algumas condições para que o jovem cavaleiro conseguisse cravar alguns ferros com mérito, apesar de ter consentido alguns toques na montada, no segundo faltou a normal experiência ao cavaleiro de Alcácer do Sal, para dar a volta a um toiro muito complicado e que cedo se fechou em tábuas para daí sair apenas tentando colher a montada. O Grupo de Forcados da Póvoa de São Miguel, a comemorar 15 anos da sua fundação foi alvo de bonita homenagem, com descerramento de uma placa alusiva ao aniversário, não teve uma tarde fácil. Contudo com muita galhardia e coesão enfrentaram os São Martinho e levaram-os de vencida. Foram caras Albino Martins à segunda tentativa, Fábio Caeiro, Ruben Torrado e André Batista, todos à primeira tentativa, Fábio Madeira que após duas tentativas à cara, pegou de cernelha à primeira entrada e Fábio Limpo dobrado por Marco Ramalho à segunda entrada. Dirigiu sem problemas Agostinho Borges. E assim terminava mais um fim de semana "juanino", agora com o GPS a indicar a rota para Lisboa, não sem antes parar em Reguengos, para um refresco de malte; só para desempoeirar. 
 
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