segunda-feira, 15 de outubro de 2018

CAMPO PEQUENO CORRIDA DE GALA À ANTIGA PORTUGUESA - CRÓNICA POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


Quando na passada quinta feira me dirigia à catedral passei acidentalmente por um pequeno  grupo  (sensivelmente uma dúzia) de " personagens" auto-intitulados de anti?!  anti tudo sobretudo ao banho a avaliar pelo odor nauseabundo que tresandavam, segui tranquilamente o meu caminho pois sou um cidadão que cumpre com os meus deveres e como tal tenho a liberdade de usufruir dos meus direitos, direitos esses
que me permitem ser aficionado, ser anti a certas  "modernices" que apesar de "aberrantes" respeito, respeito esse que como cidadão que não vive de subsídios e de outras "coisas" me dá o direito de ser respeitado. 
Ao chegar à praça foi com enorme felicidade que apesar de ser uma corrida televisionada estava a lotação esgotada e essa caros amigos é a resposta que nós os contribuintes temos de dar aquela " gentalha ". 
Foi já comodamente sentado que vivi outro momento de triunfo, a RTP, teve o bom senso (finalmente) de transmitir a corrida em directo. 
No plano artístico a corrida foi agradável para um público algo festivo e certamente para a multidão que em casa assistiu ao seu espectáculo preferido.
Mas vamos ser claros não foi a corrida que todos desejávamos. 
ANTÓNIO TELLES teve uma actuação limpa mas depois de Vila Franca esperava-se mais, RUI SALVADOR
limitou-se a cumprir, RUI FERNANDES com uma lide alegre e movimentada chegou à bancada sobretudo nos adornos e ladeios alternou excelentes ferros com outros de menor efeito, FRANCISCO PALHA incontestado triunfador da temporada teve um "petardo"... é apanágio das figuras, melhores dias virão, MARCELO MENDES 
cumpriu sem grandes alardes e MIGUEL MOURA bem na brega dois, curtos fabulosos mas depois veio a menos.
Enfim houve coisas boas mas soube a pouco. 
Os toiros de Passanha deixaram-se lidar e pegar mas sem nota elevada. 
No referente a forcados as pegas estavam a cargo dos AMADORES DE LISBOA e APOSENTO DO BARRETE VERDE DE ALCOCHETE comandados respectivamente por PEDRO MARIA GOMES e MARCELO LOIA, pelos lisboetas abriu praça MARTIM COSME LOPES, pega fácil,  VÍTOR EPIFÂNIO tecnicamente a mais conseguida da noite e JOÃO VARANDAS um dos melhores forcados da actualidade mas que não esteve ao nível a que nos habituou na primeira tentativa não mandou na investida,  outros preferem dizer que o  toiro fez um estranho, consumou bem ao segundo intento. 
Pelos alcohetanos foram solistas DIOGO AMARO forcado com um percurso brilhante que conta no seu historial com uma saída em ombros pela porta grande da monumental mas na passada quinta feira mandou tudo às urtigas e borrou a pintura ao dar por consumada à primeira tentativa uma pega que na realidade não realizou , MARCELO LOIA também ele uma garantia de boas pegas encerrou a noite lisboeta. 

Um abraço 
José Luís Figueiredo 
 
Copyright © 2013 PORTA DOS SUSTOS