quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CRÓNICA DE VILA FRANCA DE XIRA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


Dizer que Vila Franca ė a Sevilha portuguesa é, só pode ser uma graçola, no entanto, Vila Franca e a sua Palha Blanco são sem margem para dúvidas o local lusitano onde o toureio apeado tem maior expressão, prova disso é a forma calorosa com que receberam os matadores António João Ferreira e Nuno Casquinha que retribuíram com força, dando o seu melhor, tentando sacar a faena possível a toiros corpulentos a necessitar de varas. Não foram contudo faenas templadas, sem varas é difícil e o toureio sem temple ...
Sabe a pouco.
Apesar das adversidades, Ferreira no seu primeiro alcançou o triunfo, com uma excelente e mandona faena, com séries  bem expressivas, sobretudo os lentos e templados naturais que "mexeram " com a plateia.

No toureio a cavalo, a cargo de João Moura Jr.  e João Telles destaque para a segunda de lide Moura Jr. , um portento de arte e toureiria adornada com ferros frontais e arrimados a " abanar" o tendido.

Tarde tranquila para os Forcados Amadores de Santarém e Amadores de  Vila Franca de Xira que resolveram a
"papeleta" sem grandes sobressaltos.

Foram lidados, oito toiros de Ribeiro Telles, que à excepção do sexto da ordem, saíram bem apresentados. No
referente a bravura o terceiro  ( primeiro de Ferreira) e o quinto ( segundo de Moura Jr.) foram de primeira água. 

NOTAS FINAIS
Uma palavra para o bandarilheiro João Ferreira,  poderoso,  a dar primazia ao toiro, a ganhar a cara e a cravar bem no alto ... Olé. 
E que dizer da arte, classe e sabedoria dos campinos Janita e Café ... até parece fácil. 

Um abraço 
José Luís Figueiredo 
 
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