segunda-feira, 1 de abril de 2019

Festival Taurino ALCOCHETE É PRAÇA CHEIA - CRÓNICA POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO




O festival tinha como objectivo primordial homenagear o malogrado forcado FERNANDO QUINTELA, um excelente forcado, mas sobretudo um ser humano de enorme dimensão. Na forma carinhosa, comovente e apaixonada como os colegas se referem a ele é percebível a sua grandiosidade. Movido pela fé e apesar da sua juventude o Fernando era um porto de abrigo, um ombro amigo, sempre disponível para ouvir, distribuindo conforto, carinho e amor pelos amigos que carinhosamente o tratavam por ANJO DE CALÇAS DE GANGA. 
Um cartel extremamente bem montado, uma envolvência total da empresa, toureiros, forcados, ganaderos e demais participantes na divulgação do festival levou a que os aficionados enchessem por completo a castiça praça de toiros de Alcochete. A parte artística não era (perdoem-me os actuantes), o mais importante neste festival, no entanto também nesse capítulo foi uma jornada de elevado conteúdo.
RUI FERNANDES perante um novilho nobre e codicioso de PASSANHA, Fernandes derramou arte e temple colocando a fasquia em elevado patamar .
DIEGO VENTURA com um oponente de LUIS TERRON algo reservado Diego puxou pela cartilha e disse (mais uma vez) a razão porque é na actualidade o numero um do planeta no referente ao toureio a cavalo. 
FILIPE GONÇALVES uma lide raçuda e entusiástica, perante um bem apresentado de ROMÃO TENÓRIO um dos curtos, creio que o terceiro foi imponente. 
JOÃO TELLES lidou um novilho de divisa RIBEIRO TELLES, algo aliviado nos compridos subiu de tom nos curtos terminando em bom plano.
FRANCISCO PALHA tocou-lhe em sorte, perdão (AZAR) um exemplar de PASSANHA que ao revés do irmão que abriu praça se revelou um coirão, impróprio para toureio, tivesse o ganadero uma varinha mágica e o seu destino seria certamente outro. Todos os presentes sentiram que perante tal encomenda nada havia a fazer, o toureio assim não o entendeu e de peito aberto enfrentou as adversidades até mesmo a ignorância taurina do delegado do IGAC e colocou um, dois, três eu sei lá ferros de parar o transito. 
No capitulo de toureio a cavalo coube a MARA PIMENTA a honra de encerrar o festival, lidou um excelente novilho de PRUDÊNCIO que investia por direito de todos os terrenos, foi uma boa prestação onde a graciosidade ombreou com bons momentos de toureio. 

AMADORES DE ALCOCHETE  Pegar uma corrida de toiros em homenagem a um companheiro que a seu lado deu a própria vida em honra da jaqueta que tanto amava é tarefa de proporções inimagináveis, a emoção, a dor e a saudade esteve sempre patente nos rostos tristonhos de todos os elementos do grupo.  Força rapaziada O FERNANDO ESTÁ CERTAMENTE ORGULHOSO DE TODOS VÓS.

Um abraço
José Luís Figueiredo
 
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