domingo, 12 de maio de 2019

"EM MOURA OS CONQUISTADORES FORAM BASTINHAS, S. MANÇOS E DR. ANTÓNIO SILVA."


Tarde de Calor em Moura e toiros sérios e imponentes das ganadarias Dr. António Silva e Canas Vigouroux assim se poderia definir, definir o primeiro capitulo do espectáculo de ontem na alentejana arena de Moura. No entanto o segundo capitulo da obra de igual modo importante foram os artistas: Rouxinol, Gonçalves e Bastinhas, decididos, competitivos e acima de tudo toureiros. E por fim o terceiro capitulo da obra: 3 grupos forcados: S. Manços, Real Moura e Beja para pegarem os 6 respeitáveis exemplares a saírem á arena. Resultado final  e o mais importante - o publico saiu satisfeito do espectáculo. E porquê? Simples meus caros: o empresário Rafael Vilhais soube reunir todos os ingredientes necessários para "servir" um bom espectáculo ao publico e aficionados presente. Luís Rouxinol lidou o primeiro da tarde, tendo estado em bom plano, entendendo bem o oponente e dando-lhe a lide adequada, com bom gosto e saber. No seu segundo, quarto da ordem, mais complicado, Rouxinol não atingiu o brilhantismo da primeira actuação, no entanto, a sua actuação foi perspicaz e correcta levando de vencida o hastado.  levando-o de vencida, com um bom par de bandarilhas a fechar a sua actuação. Filipe Gonçalves lidou o segundo e quinto da ordem e coube-lhe a "fava", precisamente o segundo da ordem, que com o seu desembaraço e alegria, soube superar as dificuldades, tanto do toiro como da juventude da quadra. Com uma quadra jovem, tendo no palomino com o seu ferro a "chave" de resolução dos problemas. No primeiro do seu lote cobrou bons ferros, chegou ao publico como é seu timbre e fechou a actuação com um primeiro par de bandarilhas de boa nota. Marcos Bastinhas não se fez rogado para conquistar o troféu em disputa, que visava exactamente a sorte que sempre foi uma referencia dos Bastinhas: o par de bandarilhas. Mas a tarde de Marcos Bastinhas não se resumiu apenas a bandarilhar. Soube aproveitar um bom lote de toiros, cabendo-lhe lidar o melhor da tarde saído em sexto lugar, o cavaleiro agarrou-o logo nos compridos, para continuar a sua actuação nos curtos em plano de referencia, fechando com dois pares de classe - a melhor actuação da tarde. No seu primeiro, após uma série de compridos a citar de largo e a dobrar-se bem com o toiro, mudou para os curtos, continuando em bom plano, "finalizando em alta" com uma montada do seu ferro, onde uma vez mais o par de bandarilhas esteve em destaque. Passando ás pegas, desde já a destacar a entrega e querer dos três grupos. Assim pelos Amadores de S. Manços foram caras João Rosmanhinho e João Fortunato. No tocante aos do Real Moura pegaram Carlos Mestre e Valter Rico. Por Beja pegaram Francisco Patanita e Miguel Sampaio. Quanto a nós todos de parabéns. Dirigiu com acerto o Agostinho Borges. No final o troféu para o melhor par de bandarilhas, com o nome desse ídolo da tauromaquia - "Maestro Joaquim Bastinhas", foi entregue sem contestação alguma a Marcos Bastinhas. 
No tocante ao prémio para a melhor pega, foi atribuído à pega do cabo aos Amadores de São Manços, João Fortunato, enquanto o troféu "Dr. Alberto Fernandes" para a melhor ganadaria, coube à ganadaria Canas de Vigouroux".

                                                                                          
Firmino Martins






 
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