sábado, 27 de julho de 2019

ESTOU DE VOLTA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


Meus queridos, apesar de ter estado soberbamente instalado, numa catedral de dimensão mundial, voltar a casa, ao meu cantinho, é sempre reconfortante, já tinha saudades do mau feitio, da minha mulher. 
O que me tocou em sorte é algo indesejável, no entanto tem coisas que nos enriquecem, verdadeiras lições de vida, que nos tornam seguramente melhores humanos, não tenho palavras que definam a minha gratidão, a todos os familiares e amigos que me apoiaram nesta "pega", as orações e velas foram tantas, que receio que o monhé me responsabilize pelos incêndios e que dizer, do gesto de uma criança, que pediu à família para ir à procissão vestida de São João e levar uma vela pelo seu Zézito e de um amigo, há vários anos paraplégico, com uma reforma miserável que me quis entregar o "seu pé de meia" para ajudar a custear o tratamento, só de pensar nestes gestos e muitos outros rolam-me as lágrimas - Estou a ficar mariquinhas. 
Grato a todos, mas não quero deixar de manifestar a minha gratidão à minha Isabel(Bela), foi uma heroína, não tenho dúvidas que por vezes o seu sofrimento superou o meu, ao João à Eduarda e restante família que me obrigaram a enfrentar o "toiro" numa verdadeira Catedral, meus queridos mais que amizade isto é amor, à equipa médica, enfermagem, pessoal auxiliar, administrativos e demais colaboradores da Fundação Champalimaud , profissionais de eleição, que me envolveram de mimos. 
OBRIGADO A TODOS E ATÉ BREVE.

José Luís Figueiredo

Foto: D.R. Isabel Magriço
 
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