segunda-feira, 16 de setembro de 2019

CRÓNICA DA CORRIDA DE MOURA - POR JOSÉ LUIS FIGUEIREDO


Era enorme, a expectativa em redor do mano a mano anunciado entre dois expoentes máximos do toureio a cavalo da actualidade, JOÃO MOURA JR. E FRANCISCO PALHA, expectativas essas que não foram defraudadas, pois assistimos a momentos onde o bom toureio atingiu elevado patamar, com os dois cavaleiros em acérrima competição. 
De estilos e concepção de toureio diferentes, os dois têm algo em comum, não gostam de perder nem ao berlinde. 
JOÃO MOURA JR. abriu a contenda com uma bem conseguida sorte de gaiola culminada com ferros de praça a praça, deixando bem claro ao que vinha, esteve igualmente bem no segundo, mas foi no ultimo do seu lote que conquistou os presentes, sobretudo quando após uma excelente sorte de gaiola e bons curtos sacou do cavalo do numero e executou a já famosa sorte mourinha bem ao agrado de uma enorme franja de aficionados e... como alguém disse quem paga tem sempre razão.  
FRANCISCO PALHA com uma primeira lide bem consistente, boa brega, ferros a condizer sobretudo o ultimo curto a atacar o toiro fechado em tábuas, no seu segundo esteve muito bem, com uma brega inteligente, tentando equilibrar o toiro vitima de alguma negligência da sua quadrilha de bandarilheiros, ao que encerrou a corrida, recebeu-o com uma sorte de gaiola frontal como mandam os canones, nos restantes ferros com a garra a que nos habituou, superou as dificuldades do oponente que para além de se fechar em tábuas, não investindo aquando as tentativas,da sua sorte preferida se adiantava um pouco na reunião. FORCADOS o grupo de forcados AMADORES REAL DE MOURA capitaneados por Valter Rico actuaram em solitário e pegaram os seis toiros à primeira tentativa, foram solistas: Gonçalo Malato, João Caeiro, Rui Branquinho, Gonçalo Borges, João Cabrita e Cláudio Pereira que na generalidade estiveram bem tecnicamente com o grupo a corresponder. TOIROS foram lidados seis toiros de VEIGA TEIXEIRA com comportamentos dispares mas sem dificuldades de maior .

Um abraço
José Luís Figueiredo    
 
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