segunda-feira, 23 de setembro de 2019

ENCERRONA NO COLISEU DE ELVAS- CRÓNICA POR JOSÉ LUÍS FIGUEIREDO



Marcos Bastinhas em época de confirmação, quiçá mesmo a melhor temporada da sua carreira, resolveu em homenagem ao seu saudoso progenitor, o maestro Joaquim Bastinhas, encerrar-se com sete toiros de diferentes ganadarias e fê-lo magistralmente, no plano artístico esteve irrepreensível, bregas recheadas de toureiria, mandonas, com classe, preparação e execução das sortes com temple e velocidade quanto baste a deixar-se ver e foi um desfilar de excelentes compridos e curtos bem lá no alto do murrilho como mandam os canones e se como não bastasse , diversificou as actuações, não se tornando repetitivo cravando ferros de palmo, violinos e pares de bandarilhas com a matriz da casa Bastinhas. Torear a solo sete toiros numa só corrida é de uma enorme exigência artística física e mental a que se acrescenta um manancial de dor e emotividade, Marcos quis dessa forma homenagear seu pai, terminou cansado mas realizado e todos sentimos que o maestro estava presente, feliz e grato pelo carinho com que é recordado. Completaram o cartel os forcados Amadores Académicos de Elvas e foram lidados toiros de Veiga Teixeira, Murteira Grave, Romão Tenório, Passanha, Varela Crujo e dois de Rodolfo Proença.

Um abraço
José Luís Figueiredo  

 
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