sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

PARA TI MEU QUERIDO AMIGO...





Faltam as forças e faltam as palavras, falta tanta coisa, mas agora faltas tu meu querido. 
Podia ficar aqui quieta, no meu canto, onde na verdade me apetecia, mas tu mereces isto e muito mais, por isso meu querido, aqui vai um bocadinho do que me vai na alma. 
Há uns anos atrás, apresentaram-me um gajo (só os débeis mentais q não me conhecem, sabem que Gajo/a para mim não é no sentido pejorativo) que dizia que me fazia as crónicas da feira da Moita, estávamos nós em 2013. A primeira vez que te vi, estavas na bancada da Daniel Nascimento, e olhaste para mim e sorriste, com aquele sorriso que ficará para sempre em mim. Eu sou o Zé Luís, tu és a Maria, lá fora dou-te dois beijos.  E deu mesmo! 
Desde esse dia nasceu uma forte e verdadeira amizade. Sempre com as nossas diferenças, mas com um amor profundo que nunca foi abalado. Sempre respeitei todas as tuas palavras e opiniões, mesmo quando não concordava com elas. Mas foi assim que a nossa amizade foi crescendo. Eu era a tua princesa e tu eras o meu mau feitio. 
Ninguém, repito, ninguém escreve como tu, isento e nunca vendido, sempre com verdade e sentimento. E isso meu amor, não tem preço! Amizade, valores, idoneidade, simplicidade e tanto mais que me ensinaste. Bebi de ti tanta coisa, jamais me esquecerei das nossas conversas, das nossas gargalhadas, da nossa amizade verdadeira meu querido. 
Na passada 4a feira, conversámos os 3 para decidir os troféus dos Aficionados de Portugal, que querias porque sim, fazer novo jantar, no mesmo sítio e obviamente serias tu a decidir tudo mais uma vez. Conseguiste, mais uma vez, decidir quase tudo! Mas e apesar de te ir fazer a vontade de dizer todos os que querias homenagear, não irei fazer jantar algum. Sem ti, não faz sentido, pelo menos por hora. 
Depois de morrer, todos são bons, mas tu eras verdadeiramente BOM. Bom Homem, BOM AMIGO, BOM MARIDO, BOM PAI, BOA PESSOA. 
Seguirei sempre o teu pensamento e irei sempre tentar homenagear a tua aficion. 
Ontem sabia que a coisa não estava fácil, mas confesso que achei que seria mais um toiro que ias pegar de caras e dar mais uma vez a volta à arena, com esse sorriso triunfante.... mas hoje cedo percebi que não, que essa puta dessa doença, que já me levou a mãe, levou-te de mim também. 
Dói tanto Zézinho. A tua ausência dói de uma forma estranha, vou continuar a procurar-te pelas bancadas das praças para te roubar um sorriso numa foto, mas nada, nunca mais nada na vida vai ser igual. 
Adoro-te meu querido. 
 
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